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7 de setembro de 2011

Do outro lado da Porta


Do outro lado da Porta...

Ouço o som da morte me chamando...
A porta retringe meu eu ao inevitável,
Sei... Cedo... Tarde, que seja, terei que sair.
Sei que o mal está lá, batendo a porta,
Como ventos ou almas perdidas.
Do outro lado da Porta...
O Mal ao qual temo encontrar, bate,
E o conhecer que tanto, sempre busquei
Agorta temo achar.

Apresso, abro a porta,
E encontro o vazio,
Escuridão...

25 de maio de 2011

ALGO


Nesta manhã fria e solitária,
Sobre o som da chuva,
efeito dos carros,
reflito...

O amor acorda cedo do outro lado da cidade,
aonde não mais estou,
Que após esta noite de tempestades
me fez voltar as pressas,
Para estas tempestades
não mais ter que enfrentar,
para o meu próprio bem...

Algo falta.
DESTINO ABRUPTO

Tudo parece no lugar certo agora,
Quanto perco o meu desejado amor,
O tempo não perdoa minhas mágoas,
Não existe misericórdia alguma.

Confiro minha insignificancia
nestes momentos de dor,
Não possuo nada, nada tenho,
senão o vazio que se inflama,
em formatos de lágrimas,
extendidas sobre o mar,
em nome do amor...

Quão estúpido pudi ser...
Esqueci-me,
O destino é abrupto,
e consigo, a felicidade.

Sempre.

25 de janeiro de 2011


VERBOS DA MORTE
Numa vida passada
ou somente uma sensação errada...
Sonho, ou imaginação?
Ainda não sei ao certo...
Sei que a sensação
de que um dia 'morrerei'
é quase insuportável por alguns segundos,
não poderia explicar.

Tudo em um conformismo raro,
Se desfaz, a própria vida...
Tudo aquilo que teve um pleno valor,
um dia...
Agora, um verbo silenciado sobre o jardim.

Um novo dia pode começar,
sem saber de onde vim,
para onde irei, escrevo pois,
enquanto vivo, verbos.
Pensamentos que parecem ecoar
sobre o profundo desespero
nos segundos em que penso...
Sombrios minutos de incompreensão...

Os dias correm com o tempo...
Em seus valores, algo concreto,
absoluto, porém, me questiono...
Somos mortais? Ou infinitos?



REALIDADE INCOMPLETA
Há quem viva uma falsa realidade que penso...
de felicidades e amores incompletos...
Sem cores por si só...
Sonhos inperceptíveis de um
vazio abstrato incomparável...
Apreciando o inadimirável vivo eu...
Olhando nos olhos daquelas estranhas almas
numa avenida qualquer.