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25 de janeiro de 2011


VERBOS DA MORTE
Numa vida passada
ou somente uma sensação errada...
Sonho, ou imaginação?
Ainda não sei ao certo...
Sei que a sensação
de que um dia 'morrerei'
é quase insuportável por alguns segundos,
não poderia explicar.

Tudo em um conformismo raro,
Se desfaz, a própria vida...
Tudo aquilo que teve um pleno valor,
um dia...
Agora, um verbo silenciado sobre o jardim.

Um novo dia pode começar,
sem saber de onde vim,
para onde irei, escrevo pois,
enquanto vivo, verbos.
Pensamentos que parecem ecoar
sobre o profundo desespero
nos segundos em que penso...
Sombrios minutos de incompreensão...

Os dias correm com o tempo...
Em seus valores, algo concreto,
absoluto, porém, me questiono...
Somos mortais? Ou infinitos?



REALIDADE INCOMPLETA
Há quem viva uma falsa realidade que penso...
de felicidades e amores incompletos...
Sem cores por si só...
Sonhos inperceptíveis de um
vazio abstrato incomparável...
Apreciando o inadimirável vivo eu...
Olhando nos olhos daquelas estranhas almas
numa avenida qualquer.