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28 de junho de 2013

O Maligno espírito da Realidade



Pensamentos suicidas rondam sua mente,
sorte de injúrias, solidão, solitude e trevas.

O que ainda é capaz de sentir?
Felicidade alguma?
Verdade qualquer?
Não sei, talvez nunca saberemos...
O que tu julgas contente hoje, por si só,
amanhã será tomado por sentimento de pura nostalgia.

Hoje é o ontem inesperado pra ti...
E o amanhã é a sentença do destino,
um dia, terás o merecido.

Logo o tempo se torna indescritível
e a vontade de continuar se desvanece.

Dúvidas, incertezas, pessimismo.

Preso num lugar do qual jamais
poderemos sair...

A covardia toma por completo nossos corações,
e a tristeza obtêm a moradia da minha alma despedaçada.

Quando juro a mim em desgraça ver alguma maravilha
eis que acordo de um sonho vivido em sentido insípido
e reparo que nossa linguagem é com uma luz escura,
acordando, porém sempre inexistente...
Jamais poderia existir, até a hora da minha morte.

Pobres, malditos, fracos porém esperançosos,
somos nós, você, eu, meu único amigo...
A ti desejo que a luz obscura se torne algo
que ocupe o existente que forma a própria luz.

Porque devemos seguir sem destino?
É este o destino, vivermos, o cego?
Talvez o sentido seja tudo que temos,
por quanto minha alma está danificada,
neste momento, eu sou você, e você me tem,
o maligno espírito da realidade.

Hugo Haizer

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